Desde 1987 conectando marcas e fornecedores

Danone, Google e Tecnisa realizam mudanças proativas no mercado

Pesquisa apresenta cases de marcas que utilizaram a estratégia de antecipação de ações e conseguiram maior sucesso e lucratividade por meio da iniciativa

Toda empresa pode ser proativa? Sim. Mas nem todas conseguem, pois para ter este posicionamento é necessário que as equipes de gestão possuam capacidades estratégicas de desenvolvimento. Danone, Google, Tecnisa, Fiat, Brahma, Apple, Buscapé e Hering são alguns exemplos de empresas que construíram novas tendências, se antecipando às mudanças do mercado, e obtiveram lucro e sucesso.

Após cinco anos de pesquisa, os professores Leonardo Araújo e Rogério Gava, da Fundação Dom Cabral, definiram oito capacidades com as quais os gestores devem saber lidar para tornar uma empresa proativa. O estudo foi realizado por meio de questionários com 350 executivos, em 2008, e entrevistas com 47 CEOs de companhias nacionais e internacionais atuantes no Brasil, em 2010. A partir deste levantamento é possível afirmar que a capacidade de lidar com riscos, erros e pressão a curto prazo, de visualizar realidades futuras, gerenciar de forma flexível, inovar e liderar proativamente, além de identificar e desenvolver pessoas proativas são o caminho para uma gestão segura e lucrativa.

É necessário, no entanto, manter um equilíbrio entre proatividade e reatividade. Nenhuma empresa mudará a sua cultura e o comportamento coletivo dos colaboradores da noite para o dia. “Não é sempre que todas as estratégias proativas vão levar ao sucesso, mas a ausência de uma reação é muito pior. A proatividade não salvará os problemas de Marketing das empresas, mas auxiliará na estratégia de planejamento”, destaca Leonardo Araújo, pequisador e autor do livro “Empresas Proativas: como antecipar mudanças no mercado”, da editora Campus Elsevier, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Empresas Proativas
O resultado da pesquisa apontou que 95% das companhias eram mais reativas, as equipes de gestão apenas realizavam ações para acompanhar as mudanças no cenário nacional. O número reflete uma acomodação do mercado brasileiro, em que a maioria das empresas ajusta seus negócios de acordo com tendências, enquanto outras atendem apenas aos pedidos dos clientes. O desenvolvimento do comércio online é um exemplo de tendência que aos poucos foi sendo inserida pelas companhias como uma medida para não ficar atrás na disputa pelo cliente. Mesmo assim, há ainda companhias que não estão presentes no e-commerce.

Empresas como a Tecnisa, por outro lado, anteciparam a importância do meio virtual. A construtora está presente na web desde 2001 e 35% das suas vendas já são realizadas pelo canal online. Um dos principais passos das organizações proativas é captar sinais de mudanças e acreditar em uma ideia. Em 2004, a Danone conseguiu transformar os hábitos dos consumidores ao introduzir no mercado o iogurte funcional Activia, marcando o lançamento de um novo conceito. Hoje, a linha é uma das principais no portfólio da empresa.

A inovação de uma categoria é uma arma poderosa. A partir da ação, as marcas podem ditar as regras de procedência e dirigir as tendências do mercado. O maior exemplo de proatividade na indústria é o da Apple, antes da companhia lançar o iPhone ou o iPad, nenhum consumidor tinha pensado que precisava dos aparelhos. Hoje, no entanto, pessoas de todo mundo aguardam ansiosas por lançamentos da empresa, enquanto há marcas que brigam para colocar no mercado produtos substitutos aos de Steve Jobs.

“As empresas têm que aplicar outro tipo de pesquisa, como estudo observacional e monitoramento, que consiga entender as necessidades latentes dos consumidores, ou seja, as que eles mesmos não conhecem. Marcas com a Apple passam a modelar comportamentos, necessidades e preferências”, declara Rogério Gava, pesquisador e autor do livro “Empresas Proativas: como antecipar mudanças no mercado”, junto com Araújo, em entrevista ao portal.

Pioneirismo x Proatividade
As empresas proativas, entretanto, nem sempre são aquelas que desbravam novos mercados. Grandes ações de impacto para os consumidores não vieram de companhias pioneiras, o Google é o maior exemplo desta afirmativa. “Ele não foi o primeiro portal de busca e nem o segundo a surgir na internet, mas conseguiu passar o Yahoo!, o Alta Vista, o Achei e o Cadê, além de outros sites que ninguém fala mais. Mesmo chegando depois, o Google trouxe uma proposta diferente, uma página totalmente limpa e focada no mecanismo de pesquisa, que era exatamente que os internautas estavam precisando”, comenta Gava.

O mais importante para a estratégia de Marketing não é pensar a frente dos outros, mas ter um olhar diferenciado e analítico do mercado. A Amazon também não foi a primeira marca a vender e-book, mas soube uma maneira de fazê-lo que ultrapassou as pioneiras. Além de uma boa ideia, é preciso saber desenvolvê-la e mantê-la. Atualmente, empresas do ramo de informática e eletrônicos travam uma batalha pela preferência dos consumidores, já que o principal não é mais ter um produto inovador, que em um mês as demais concorrentes copiarão. Para fidelizar clientes, as companhias buscam criar conceitos que envolvam a categoria do produto com a marca.

A Fiat Automóveis, por exemplo, conseguiu se apropriar do conceito “Adventure”, trazendo para o mercado brasileiro a categoria off road-light. “O nome ‘Adventure’ foi algo que outras empresas tentaram imitar, com outras denominações, mas a liderança continua sendo da Fiat, por causa da força que a montadora conseguiu manter durante os anos”, ressalta Gava.

Sinais de tendências
Algumas inovações do mercado são captadas por meio de sinais de consumo de outros setores. As organizações devem estar ligadas no que acontece tanto no seu meio quanto em outras praças. O conceito “Adventure” da Fiat não surgiu pelo pedido de um consumidor, mas pela visão da empresa em perceber o crescimento do turismo rural e o hábito do público em usar os seus veículos para passeios fora da cidade.

Em 2006, a Pepsico passou por um processo semelhante ao lançar no mercado o H2OH!, popularizando o conceito de bebida entre refrigerante e suco: a água com sabor. A empresa observava o crescimento pela procura de produtos naturais e a preocupação com a saúde e obesidade da população, além do aumento dos frequentadores de academia, quando trouxe o produto para a América Latina.

“As mulheres não olhavam para um sabonete como um produto de cuidado com a pele até a Dove falar para elas que o sabonete da marca podia prover hidratação para o corpo. As empresas proativas dirigem, falam com o mercado e não apenas atendem o que os consumidores querem. O cliente é uma fonte limitada do ponto de vista da inovação, pois ele não consegue expressar tudo que realmente deseja”, comenta Araújo.

O preço da reatividade
No sentido oposto, a reatividade pode ser prejudicial quando a empresa não sabe dosar o momento de agir. A Estrela, por exemplo, viu seu faturamento despencar ao longo dos anos sem mudar de postura para competir com as fabricantes de brinquedos estrangeiras que chegaram ao país com preços 60% abaixo do mercado. Em 1986, a marca faturava R$ 2,8 bilhões. Nos anos seguintes, o valor diminui e, em 2010, chegou a R$ 140 milhões.

“A Estrela era o ícone na década de 1980, hoje ela tem muito menos participação de mercado no setor de brinquedos e menos lucratividades. A fabricante caiu durante um tempo na categoria de empresas ‘Aflitas’, aquelas companhias que não conseguem reagir às mudanças do mercado”, ressalta Rogério Gava. Para explicar o comportamento das empresas, os pesquisadores denominaram quatro estágios de atuação em relação ao Marketing: Proativas, Atentas, Ajustadas e Aflitas.

As empresas Aflitas normalmente não conseguem se adaptar às mudanças e acabam, assim como aconteceu com marcas como Hermes Macedo, Arapuã e Mesbla. São aquelas que focaram no presente e não perceberam as tendências de uma realidade que estava em transformação. A IBM e a Kodak, em certos momentos da sua trajetória, também caíram na reatividade. A IBM conseguiu se recuperar dando uma volta por cima em seus negócios e se transformou em provedora de soluções em tecnologia de informações, mas a Kodak continua ainda em uma situação difícil e está ameaçada de sair da cotação da Bolsa de Valores.

A empresa que durante muito tempo foi sinônimo de fotografia teve como erro básico não perceber que o seu principal produto estava saindo do mercado e perdeu terreno para a Sony. Em contrapartida, a brasileira Hering soube lidar com a chegada da indústria têxtil chinesa ao país e criou uma rede de franquias, percebendo que o mais importante para os negócios era a força de sua marca entre os consumidores. Outra boa saída para permanecer no mercado foi a da Brahma, que internacionalizou a marca, se uniu à arquirrival Antarctica e agora, como Ambev, é líder do mercado de cervejas no Brasil.

Acreditar nas próprias ideias
Os gestores de Marketing não promovem mudanças sozinhos. Para ser uma empresa proativa todos os colaboradores devem acreditar no trabalho que realizam e apostar em novos projetos sem medo de riscos ou de erros. Algumas ideias simplesmente surgem e a empresa precisa ter coragem e audácia para torná-las realidade. Foi assim que Romero Rodrigues criou o Buscapé, vendido em 2009 por US$ 342 milhões.

“Romero começou a se questionar porque não existia uma ferramenta na web que relacionava todos os preços dos produtos disponíveis para compra em uma mesma página. Ele não fez uma pesquisa para descobrir isso, foi uma sacada em que ele acreditou”, reflete Rogério.

Uma definição que traduz o lema das empresas proativas é “Ao contrário do ditado popular, proatividade no mercado é crer para ver”, frase cunhada pelo Presidente Executivo da Editora Abril, Fábio Barbosa, durante as entrevistas para a elaboração da pesquisa.

Fonte: Mundo do Marketing | Por Letícia Alasse

Grupo Schincariol apoia projeto sustentável no litoral da Bahia

O Grupo Schincariol participa do projeto “Passando o Rodo nas Praias”, na Bahia, por meio das marcas Água Schin e Nova Schin. A empresa estará presente nas praias do Porto da Barra, Arembepe e Buraquinho durante os eventos realizados pela organização do movimento, que defende a conservação do litoral baiano. A marca Água Schin patrocinará as corridas de rua e disponibilizará “reciclódromos”, ambientes infláveis para recolher as garrafas PET descartadas pelos participantes.

Ao final da competição, a Schincariol entregará as embalagens para a Cooperativa de Coleta Seletiva, Processamento de Plástico e Proteção Ambiental (Camapet), para gerar renda aos catadores. O grupo também possui uma parceria com a Billabong, desde 2009 e, durante as atividades do Passando o Rodo na Praia, a marca exibirá a coleção Recycler Séries, composta por camisetas e blusas produzidas com fibras recicladas de PET.

Após o Carnaval, no dia 3 de março, será realizada a última ação do grupo de apoio ao movimento. As marcas convidarão os surfistas, remadores e mergulhadores a recolher materiais recicláveis abandonados no mar, no circuito Barra Ondina. Durante a triagem dos resíduos, na praia do Porto da Barra, será lançado também o Dia Baiano das Praias Limpas, para reforçar o incentivo à proteção do litoral do estado.

Coca-Cola lança Refil de Felicidade

Um equipamento diferente, inédito em todo o mundo, será instalado esta semana no Quiosque Coca-Cola, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para uma ação diferenciada. O Refil de Felicidade parece uma máquina de refrigerantes, mas não é – quando o consumidor aproxima seu celular deste equipamento, ele carrega o aparelho com créditos para navegar na internet, possibilitando assim uma verdadeira experiência de marca.

A ação promocional, que integra celular e ponto de venda, será realizada em parceria com a Oi e funcionará por intermédio da rede 3G e dos pontos de acesso da rede Oi WiFi. Criada pela Ogilvy Brasil, a iniciativa consiste numa nova forma de a marca estar mais próxima da nova geração de jovens que estão sempre conectados por meio de aparelhos móveis.

O funcionamento do Refil de Felicidade é rápido e fácil. Primeiro é preciso fazer o download do aplicativo de mesmo nome no celular que receberá os créditos. Em seguida, basta aproximar o celular do equipamento, numa alusão ao movimento feito com o copo e autorizar o enchimento. Automaticamente, litros de Coca-Cola, que representam megabytes para navegação, são liberados virtualmente.

O Refil de Felicidade é um projeto experimental e está limitado a um universo restrito de pessoas. Nessa fase de testes somente os clientes Oi poderão utilizar o serviço.

“Buscamos proporcionar um momento exclusivo e inovador ao consumidor, unindo as experiências sensoriais de Coca-Cola às tecnologias aplicadas no dia a dia. Cada vez mais, os celulares são ferramentas de conexão e troca de informação com o mundo, e Coca-Cola, de forma pioneira, vem ampliando os vínculos do consumidor com a marca. Através do Refil da Felicidade, atendemos aos interesses do consumidor, oferecendo um produto diferenciado que vem ampliar o fascínio pela marca”, ressalta Adriana Knackfuss, Gerente Senior de Conexão com Consumidores.

Além de navegar no aplicativo da Coca-Cola (com música da Coca-Cola FM, previsão do tempo, entre outras opções de entretenimento), também é possível visitar sites e redes sociais (Twitter e Facebook, por exemplo) livremente.

O projeto foi elaborado a partir de um trabalho conjunto entre os núcleos de ativação, design, digital e criação das agências Ogilvy São Paulo, Rio e Recife.

Brindes personalizados divulgam filme da telona

Durante muito tempo, brindes personalizados foram utilizados como presentes dirigidos para o público interno (corporativo), oferecidos em ações de incentivo. Lápis, canetas, blocos de anotações e chaveiros são brindes versáteis e geralmente escolhidos pela maioria das empresas, que pretendem personalizar os gifts com o objetivo de fixar a marca de um lançamento ou o nome de um evento como uma convenção de vendas, por exemplo. Atualmente, o mercado tem utilizado brindes personalizados dirigidos para o público final, criando novas formas de interação entre marcas e consumidores.

Desde a última sexta-feira (29.6), a Rede Cinesystem Cinemas está promovendo uma ação simples e criativa para divulgar o filme “A Era do Gelo 4”. Na compra de um Combo grande, super ou duplo na bomboniére dos cinemas da rede paranaense, perante o acréscimo de R$7,00, o consumidor ganha um baralho personalizado do filme. Se preferir, o consumidor pode adquirir o brinde personalizado separadamente pelo valor de R$12,00. A última versão do filme tem o efeito estufa e o degelo como pano de fundo para contextualizar os novos acontecimentos.

Baralhos, pen drives, lápis, canetas, bolsas e kits de brindes personalizados podem ser encontrados no Portal Bríndice. O endereço eletrônico oferece mais de 5 mil produtos e aproximadamente 400 anunciantes. Para tanto, dispõe das mais modernas e funcionais ferramentas on-line. A maior vitrine virtual de brindes do país recebe 6.500 visitas/dia e 2.500 contatos/dia. O sistema de busca do portal oferece diferentes caminhos e opções de busca. O visitante pode realizar buscas por ordem alfabética de produtos, de empresas, localização geográfica, categoria de produtos (brindes personalizados), cores, datas promocionais, público-alvo e preço.

Ações promocionais podem ser dirigidas para públicos diversos – sejam eles internos ou externos –, desenvolvidas para cumprir diferentes objetivos por meio de campanhas on-line, off-line, na telinha ou na telona. Seja qual for o plano, todas contam o Portal Bríndice. O mais importante endereço virtual do mercado promocional desenvolvido especialmente para intermediar fornecedores e compradores de brindes.

Fonte: Portal da Propaganda

A importância do marketing de conteúdo!

Em um mundo onde a propaganda tradicional tem casa vez menos eficácia, o Marketing de Conteúdo surge como um grande aliado para que as empresas alcancem mais clientes, sobretudo online.

Com a saturação da propaganda tradicional, os consumidores são expostos com mais frequência a mensagens publicitárias oferecendo produtos que, em grande parte das vezes, eles não querem comprar. E isso é feito, na maioria dos casos, através de interrupção, ou seja, o consumidor é interceptado enquanto consome conteúdo, seja no intervalo da novela, no meio de uma matéria da revista ou antes do início de um vídeo no YouTube.

Ainda pouco explorado no Brasil, o Marketing de Conteúdo vem ganhando força como alternativa a este modelo de interrupção. Ele consiste, basicamente, em gerar conteúdo relevante para o cliente em vez de bombardeá-lo com ofertas ou autopromoção. Como esse
conteúdo é uma informação útil que, de fato, interessa ao consumidor, ele tende a valorizá-lo e interagir com ele.

Ao gerar conteúdo relevante e de qualidade – que, de alguma forma, está associado aos seus produtos; e aí é que está a sacada –, a empresa tem a oportunidade de se tornar referência sobre aquele tema junto ao consumidor e, assim, aumentar sua reputação, uma das grandes moedas no mundo digital.

É nas redes sociais que o Marketing de Conteúdo pode ter seu grande potencial explorado. Nelas, o conteúdo produzido pode gerar interações e conversas que, eventualmente, podem se transformar em vendas. O conteúdo, além disso, pode ser viralizado e chegar a muitas outras pessoas, aumentando ainda mais a reputação de quem o publicou.

Por outro lado, o conteúdo também pode ser muito bem trabalhado em outros canais online, como blogs, sites e e-book, o que pode ser de grande valor para uma estratégia de SEO bem sucedida.

Comparado ao custo de mídias de massa, o Marketing de Conteúdo tem baixo valor de investimento e, como trabalha com o fortalecimento da marca com os consumidores, seu retorno tende a ser de longo prazo.

Em seu livro Likeable Social Media, o guru Dave Kerpen faz uma ótima analogia entre as mídias sociais e uma festa. Quando estamos em uma festa, o que mais detestamos fazer é conversar com pessoas chatas que só sabem falar de si próprias. Nas mídias sociais, acontece a mesma coisa. Não é interessante conversar com empresas que só sabem dizer o quanto são boas em suas próprias opiniões. Por isso, o Marketing de Conteúdo é tão importante. Ele faz com que os consumidores conversem com pessoas interessantes que têm ótimas ideias e assuntos para compartilhar e discutir.

fonte:www.pontomarketing.com