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A qualidade das estratégias

A incapacidade de escolher e o planejamento do tipo “formulário” estão na raiz de estratégias ruins, segundo afirma o professor de negócios e sociedade da Anderson School of Management, da University of California em Los Angeles. Para ele, uma boa estratégia não salta de uma ferramenta de gestão e “não é ambição, liderança, visão ou planejamento; é uma ação coerente apoiada em um argumento”.

Segundo Rumelt, o estrategista tem a missão de descobrir os fatores cruciais de uma situação e saber coordenar e focar ações para lidar com eles. Em artigo publicado por HSM Management, o professor esclarece que as boas estratégias possuem a seguinte estrutura:
1.um diagnóstico, que é a explicação da natureza do desafio. O bom diagnóstico simplifica a complexidade ao identificar os principais aspectos da situação;
2.uma política-guia, isto é, a abordagem geral escolhida para superar os obstáculos apontados no diagnóstico;
3.ações coerentes: passos que são coordenados para apoiar a realização da política-guia.

Autor do livro Estratégia boa, estratégia ruim: descubra suas diferenças e importância (ed. Campus/Elsevier), Rumelt ressalta que a estratégia implica escolher objetivos, renunciando a uns em favor de outros. Se isso não é feito, a estratégia é fraca, como era a da Digital Equipment Corporation (DEC) nos anos 1990. A empresa havia sido líder na revolução dos microcomputadores nas décadas de 1960 e 1970 e perdia terreno.

Um dos executivos da companhia dizia que a DEC deveria continuar integrando hardware e software em sistemas. Outro, afirmava que ela poderia tirar proveito de seu diferencial em relações com clientes e propunha uma estratégia de “soluções” a eles. Um terceiro defendia que era preciso focar o desenvolvimento de chips melhores.

Para resolver o dilema, o CEO, Ken Olsen, pediu ao grupo um consenso. O grupo, então, chegou a termos em torno da declaração: “A DEC se compromete com a oferta de produtos e serviços de alta qualidade e com a liderança no processamento de dados”. A decisão de Olsen foi, para o professor, um erro, porque resultou em uma declaração política, superficial e amorfa que não significava estratégia. Afinal, ao adotar o consenso, a empresa não fez escolhas sobre o que deixar de lado. Quando o fez, mediante um novo CEO, Robert Palmer, já era tarde. Em 1998, foi adquirida pela Compaq que, mais tarde, passou às mãos da HP.

Não preencha as lacunas

Rumelt recorda que, no início dos anos 2000, a justaposição de liderança guiada pela visão com o trabalho estratégico produziu um sistema de planejamento estratégico que se parece com o preenchimento de um formulário. “Basta digitar ‘visão missão estratégia’ no sistema de busca na internet que se encontram milhares de exemplos disso”, comenta o autor. De acordo com ele, tal estilo é “a mais pura obviedade apresentada como insight decisivo”. Trata-se de retórica vazia.

Que erros de concepção conduzem a uma estratégia ruim? Esse será um dos pontos que o especialista abordará em sua palestra do dia 11 de junho no Fórum HSM Estratégia 2013, em São Paulo. Em resumo, ele alerta para o fato de que muitas estratégias não definem o desafio a ser enfrentado e, por isso, não levam ao enfrentamento do problema. Além disso, existe confusão entre os conceitos de metas e estratégia, entre sugestões de stakeholders e objetivos estratégicos e entre situação desejada e objetivos estratégicos. Para completar, a redação rebuscada e abstrata da estratégia muitas vezes disfarça a superficialidade e a ausência de pensamento estratégico.

Fonte: HSM

Árvore ‘pede’ doações por meio da música

A cada ano a cidade de Berlim perde duas mil árvores, uma tendência que não afeta somente a fauna e a flora, mas, também, uma menor produção de oxigênio e maior presença de CO2.

Para reverter esse fenômeno, a organização Friends of The Earth transformou uma árvore de castanhas em uma diretora de um concerto. Em parceria com a agência BBDO, a ONG desenvolveu uma instalação que produz melodias por meio das castanhas que caem da árvore.
As pessoas podiam contemplar o espetáculo e desfrutar de uma fusão de luzes e sons que pode ser chamada de mágica. A estratégia de marketing promocional foi convidar as pessoas a doar para impedir que as árvores sejam cortadas.

Fonte: Promoview

Samsung apresenta “Vista a Camisa do Seu Time”

Seguido do anúncio da linha de televisores com Função Futebol no Brasil, a Samsung lançou no dia 25/06, a ação de marketing promocional “Samsung Vista a Camisa do Seu Time” que dará aos consumidores que adquirirem um televisor da série F5500 ou F6100, com Função Futebol, uma camisa oficial do seu time do coração, nacional ou internacional.

Pensando nos próximos eventos esportivos e na paixão do brasileiro pelo futebol, a Samsung lançou uma TV focada neste esporte para melhorar a experiência do usuário durante os grandes eventos que acontecerão no País.
“Com estas ações de marketing reforçamos os valores da marca e o investimento da Samsung em atender todas as necessidades dos nossos clientes”, comenta André Felippa, vice-presidente de marketing da Samsung para a América Latina.

A ação de marketing promocional é válida para os consumidores que comprarem uma TV Samsung com Função Futebol de 40, 46 ou 50 polegadas. O cadastro deve ser realizado no site da promoção onde o torcedor poderá escolher a camisa do seu clube favorito. O prêmio será entregue ao consumidor em até 45 dias após a realização do cadastro.

Fonte: Promoview

Heineken recebe número recorde de prêmios em Cannes

A Heineken reforçou suas fortes credenciais criativas, com um total de 17 prêmios no Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions.

O número recorde de vitórias para a companhia incluiu o primeiro Grand Prix em Eficácia Criativa, com a campanha integrada global “Open Your World”, um Leão de Ouro RP para “The Candidate”, que também foi selecionado para um prêmio Titânio e Bronze Integrado.
O “Legendary Journey”, parte da ação de marketing promocional “Open Your World”, mostra a forma que a Heineken aborda seus consumidores para uma vida além de seus limites, inspirando homens em todo o mundo a buscar novas experiências. A campanha foi desenvolvida em parceria com Wieden + Kennedy, de Amsterdã.

“The Candidate”, criado com a Publicis Itália e ativado por Edelman London, demonstra a forma pouco convencional e criativa da marca para recrutamento de funcionários. Foi lançada no início deste ano e rapidamente se tornou uma sensação viral global, acumulando 2,8 milhões de espectadores, em sete dias e com impacto sem precedentes em mídia global.
Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions é a maior comemoração do mundo da criatividade em comunicações. No evento deste ano, mais de 35.000 inscrições de 92 países foram exibidas e julgadas.

O investimento da Heineken em design e inovação também foi reconhecido e comemorado. Sua garrafa futurística “Ignite” ganhou Prata pelo seu uso em Exposições ou Eventos ao Vivo, e Bronze por suas ativações “Your Future Bottle” e “The Wall of Opportunities”.

Alexis Nasard, diretor global de Marketing e presidente da Heineken na Europa Ocidental, comentou: “Estamos muito felizes por este reconhecimento. A criatividade é uma decisão que envolve riscos. Estes prêmios, e mais importante, a escolha dos consumidores em todas as oportunidades de consumo justificam estas decisões. Os clientes obtêm a criatividade que eles merecem de seus parceiros de agência. Somos muito gratos pelas nossas agências e nossos funcionários, por nos manterem com alta repercussão e serem capazes de tornar um assunto em conversas”.

Vale lembrar que em Cannes a marca também desenvolveu uma ação promocional pelo Twitter.

Uma das suas bicicletas que podem ser vistas circulando pelas ruas de Amsterdam, sua terra natal, foi sorteada durante um festival em um quiz realizado pela rede social. Para reforçar a presença no Palais, oito charmosas bikes foram disponibilizadas para a equipe de profissionais e assessores da Heineken que trabalhavam ou acompanhavam Cannes.

Fonte: Promoview

O mundo mudou e as empresas continuam agindo como há 20 e 30 anos

O mundo mudou! E você pode pensar: “Mas esta não é uma informação nova.” Sim e a novidade, no âmbito das organizações, é como elas estão lidando, na prática, com os reflexos da mudança. Muitos empresários e gestores não estão tão atentos às consequências desta ou se estão, uma boa quantidade deles ainda não entendeu o que fazer, qual caminho seguir.

A evolução não segue uma linha reta. É exponencial e abrange múltiplos aspectos – tecnologia, informação, conhecimento, interação e comportamento. Com todo o cenário modificado, temos visto dois tipos de Organização – uma que segue o caminho completamente novo e a outra, que segue o caminho da inovação sobre bases existentes. O primeiro grupo é o das empresas nascentes nesta geração de mudanças e que transitam naturalmente pelos requisitos tecnologia, inovação, informação, integração e colaboração. O segundo tipo de Organização (que compõe a maioria) é o das empresas fundadas há mais de 20, 30 ou 50 anos, detentoras de vasta experiência em sistemas de gestão e processos de produção e que entenderam (algumas, pelo menos) que mudar é uma questão de sobrevivência. Que as novatas necessitam aprender muito sobre Processos, Estratégia e Gestão, sabemos, mas não será assunto deste post. Hoje concentro minha atenção nas empresas que, nascidas em gerações anteriores, estão vendo as mudanças ocorrerem e terem forte reflexo em seus negócios. Neste novo mercado, as lideranças e o modelo de gestão, antes imperadores, não mais conseguem bons resultados se continuam a agir com a mentalidade dos áureos tempos do seu nascimento e crescimento; se não tiverem somado à base estruturada, doses de criatividade, inovação e empreendedorismo. Para exemplificar o que quero dizer, vamos pensar em um dos aspectos que sofre constante interferência das mudanças: as Pessoas. O valor do trabalho, atualmente intelectual, a consequente busca pela independência profissional, o acesso ao crédito e o aumento do poder de compra, estão provocando uma grande evasão de colaboradores em indústrias de diferentes segmentos. Alguns destes são, hoje, menos atraentes do que outros. Este fato tem reflexo direto nos resultados das organizações, consequência da rotatividade de pessoal e da alteração no clima organizacional. É necessário mudar rapidamente a forma. A empresa precisará rever os processos de trabalho, o perfil de colaboradores que deseja, os modelos de contratação e como reter talentos.

Seguindo em frente, ainda no aspecto Pessoas, eis outro personagem central – o Cliente externo. Empresas, a forma de aquisição e consumo dos seus produtos, por eles, não é mais a mesma. Como eles veem, pensam e interagem com suas marcas, também não. Pronto, estão formados os gaps; as lacunas: os processos de gestão e operação continuam os mesmos, enquanto, fora da empresa, tudo mudou. Continuar utilizando unicamente a mesma visão e os pensamentos e ferramentas que deram resultado no passado é não cuidar para estar presente no futuro. Trazendo o raciocínio para o Marketing, é claro que propaganda, força de vendas ou ações promocionais são ferramentas indiscutivelmente necessárias e ainda valiosas. Mas a grande questão para as empresas que querem sobreviver no futuro é que, face à avalanche de mudanças, elas precisam implementar processos e utilizar ferramentas que contribuam para a sustentabilidade do negócio, que o alimente, o mantenha e o renove. As empresas estão longe de conseguir sua sobrevivência com a diminuição de preço, ações de propaganda ou promoções. Ao contrário, pela própria característica do mercado atual, entram em cena ações com foco nas relações contínuas e duradouras. Assume lugar principal o Relacionamento com os clientes externos e internos e com os grupos envolvidos nos processos da Organização, para a busca da afetividade e lealdade pela marca. Já pararam para pensar? Por ironia do destino, hoje, época em que é mais difícil obter a afetividade dos clientes (pelas inúmeras opções de ofertas e independência destes), é quando mais se depende dela.

Construir este Relacionamento é algo que as empresas precisam aprender daqui para frente. Servir através dos serviços, estar próximas e ser relevantes para eles. Senhores CEOs e gestores, parem para uma reflexão e planejamento: sua missão corresponde à real razão de existir? Sua visão inclui a sustentabilidade dos negócios? Se sim, este é o começo para a corrida contra o tempo e busca de equiparar (e superar) a realidade instalada. Relacionamento, Branding, Gestão da Cultura Organizacional, Inovação… Invistam em processos que mantenham suas empresas vivas.

Fonte: Administradores.com