Desde 1987 conectando marcas e fornecedores

As tendências do marketing digital

Autor: Helisson Lemos

Nos últimos anos, foi possível perceber que o marketing digital evoluiu a um ritmo bastante acelerado. Com a movimentação das empresas para a internet – e aí falamos tanto de grande quanto de pequenas -, que passaram a prestar mais atenção no comportamento dos consumidores online, o marketing digital deixou de ser apenas uma ferramenta complementar de comunicação e passou a ser o foco de diversas ações.

Como o custo de investimento do marketing digital é mais acessível, o resultado e o retorno são mensuráveis. Dados de uma pesquisa realizada pelo TNS Research International apontam que 90% das empresas no país já realizaram algum tipo de ação na internet. Isso aponta que a incorporação da internet à comunicação é um caminho sem volta.

Contudo, esse conceito está em constante transformação, considerando o marketing digital como um conjunto de formas de se comunicar com o público alvo utilizando canais digitais. De acordo com uma pesquisa realizada pela Adobe e Econsultancy, os principais objetivos do marketing digital para 2013 são: criar conteúdo criativo e consistente em múltiplas plataformas, integrar informações online e offline, além de medir com mais precisão e otimizar adequadamente seu conteúdo. Em outras palavras, ele deve ser mensurável, personalizado e acima de tudo, rentável.

A tendência da personalização de conteúdo é uma das mais marcantes desse ano e para a maioria é uma forma de estreitar o relacionamento com o consumidor. Atualmente o consumidor digital é exigente e espera uma comunicação direcionada às suas necessidades. Para esse fim, 21% das empresas de e-commerce relataram recorrer ao histórico de compras do usuário para segmentar os perfis de acesso. Dados comportamentais, como buscas e páginas visitadas nos sites são utilizados por 20% das empresas enquanto 6% utilizam informações sociais para direcionar produtos e comunicação, mostram números da pesquisa da Adobe e Econsultancy.

Além de acompanhar o comportamento dos consumidores no ambiente online, o marketing digital também se movimenta de acordo com as evoluções tecnológicas. Assim como o marketing tradicional incorporou a internet, que já contabiliza mais de 2 bilhões de pessoas conectadas no mundo, ele também assimilou a tendência da internet móvel. Com essa grande oferta de mobilidade (tablets e smartphones) as marcas já estão pensando em como se adequar a esse novo formato, oferecendo uma melhor navegação e acesso aos consumidores. Programar sites responsivos que se adaptam ao display de cada dispositivo é uma forma de se diferenciar nesse universo ainda pouco explorado.

No e-commerce especificamente, a mobilidade é uma grande oportunidade que ainda está em amadurecimento. Em uma pesquisa feita pelo MercadoLivre em 2013, as transações de compra e venda da plataforma por meio de dispositivos mobile chegaram a 10%, com a possibilidade de comprar e pagar apenas usando o celular.

Por fim, para ajudar na conversão de cliques e exposição e visibilidade da marca, as redes sociais são grandes aliadas, pois é onde as pessoas compartilham e discutem sobre conteúdos. E esses conteúdos podem ser a porta de entrada para o seu site. Dessa forma, as tendências para o marketing 2013 se resumem em um novo conceito chamado SoLoMo (social, local, móvel).

Com todas essas possibilidades de atingir o consumidor, cada vez mais é preciso saber como mensurar e analisar os resultados de forma efetiva e conhecer qual o desempenho que se obteve com as ações realizadas. Os departamentos de marketing devem aproveitar essas tendências para conseguir dar ainda mais visibilidade para seus assessorados, afinal de contas a publicidade também faz parte da alma do negócio.

Helisson Lemos é diretor geral do MercadoLivre.

Fonte: ClienteSA

Mídias querem mais informação regional

Veículos que estão fora do eixo Rio-São Paulo não recebem o investimento de mídia condizente com o que representam para o mercado local, por falta de conexão entre as agências e os veículos.

Essa foi a conclusão do estudo Painel de Marketing de Veículo, o PMV Destinos, desenvolvido pela Singular Arquitetura de Mídia. O foco do estudo foi a verba que é exportada da cidade de São Paulo, município que detém a maior concentração de investimento de mídia, para os veículos locais espalhados pelo País

Com o objetivo de entender o raciocínio básico para a compra de mídia local, a pesquisa ouviu cem profissionais de 41 agências.

A primeira constatação foi que os profissionais encaminham as verbas para os diferentes mercados de acordo com o potencial de consumo. Desta forma, 80% dos entrevistados disseram mandar verba para o Interior de São Paulo e 77%, para o Rio de Janeiro.

“Entendemos que investir no Interior de São Paulo seja natural pela proximidade. Além disso, empreendimentos, serviços e lojas da Capital paulista são bem vistos no Interior”, explica Geraldo Leite, sócio-diretor da Singular.

Na opinião dos mídias entrevistados, um dos problemas é a falta de informação e medição da audiência local do veículo, além da questão da agilidade nos processos e no método de trabalho.

Como parte da pesquisa, a Singular fez a seguinte pergunta às agências: “O que os veículos podem fazer para serem representados/conhecidos em São Paulo, e, daí, serem melhor programados?”.

Segundo Leite, foram muitas sugestões, mas a mais citada foi a melhoria da qualidade profissional, com 29% das menções. “Entendemos que essa é uma resposta para ser lida como crítica a alguns veículos e representantes”, analisa o diretor.

Para Leite, os profissionais de mídia também precisam adaptar-se às peculiaridades regionais. “Entendo que isso acontece porque existe falta de informação e de conhecimento da cultura do desempenho regional dos veículos. Se for analisado o desempenho de cada veículo em sua praça, há oportunidades que não são aproveitadas. As revistas regionais, por exemplo, são bem-sucedidas, mas a compra de mídia nesse meio é das mais baixas, junto com TV por assinatura e internet”, comenta.

Fonte: Nathalie Ursini/Meio&Mensagem.

Tang faz ação promocional para Nickelodeon

Com o intuito de promover o Meus Prêmios Nick, a Viacom Brasil anuncia uma parceria com a Tang em uma ação de branded content. A ação de marketing promocional Desafio Tang estréia na Nickelodeon este mês e é composta por três fases, com ações on-line e off-line.

A iniciativa faz parte do projeto Reciclar é Show, da Ogilvy. A proposta do Desafio Tang é exercitar a criatividade das crianças por meio da música e conceitos de sustentabilidade. Crianças entre sete e dose anos formarão grupos e deverão criar instrumentos musicais com materiais reciclados.

Fonte: Promoview

O Brasil muda de fisionomia

Autor: Pedro Félix Vital Jr.

Como acontece naturalmente em todo processo de crescimento e desenvolvimento, o indivíduo tende a mudar seus traços, carregando consigo algumas marcas do tempo relacionadas ao amadurecimento. Entretanto, características determinantes em sua gênese podem necessitar de elementos concretos e tangíveis para justificar mudanças de estilo e comportamento.

Dados recentemente publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, apontam, surpreendentemente, o País num sentido de desenvolvimento humano que, apesar de não acompanhar literalmente semelhanças com outras nações de iguais características, nos dá um espírito otimista numa perspectiva de aproximação nas diferenças regionais, favorecendo o reconhecimento e inclusão de um grupo populacional marginalizado ao longo da história.

O Brasil conseguiu, ao longo dos últimos 20 anos, melhorar 11,24% sua expectativa de vida. A região Nordeste saiu dos piores indicadores (58,25 anos em 1980) chegando à margem de 71,2 anos em 2010. Em termos gerais, houve um ganho de 12,95 anos.

Apesar de convivermos com a moléstia da dificuldade de acesso nos mais diversos níveis de complexidade da assistência, gerados pela longa história de poucos investimentos e mau gerenciamento, compartilhamos hoje um cenário de carências de recursos humanos e estruturais na saúde que impactam qualquer tentativa de melhora a curto e médio prazos, principalmente quando falamos da maioria dos estados das regiões Norte e Nordeste, assim como das periferias das grandes metrópoles. Ainda assim, tivemos melhoras consideráveis no que diz respeito à taxa de óbito infantil até um ano de idade, passando o Brasil dos seus 75,8 óbitos para cada mil crianças em 1980 para 16,7 óbitos nesse mesmo grupo em 2010.

Nesse quesito, a região Sudeste apresentou a maior taxa de redução percentual, enquanto a Nordeste a maior taxa em valores absolutos. Alagoas mantém-se com valores aproximados de 30,2 óbitos por mil habitantes entre 0 e 1 ano, enquanto Santa Catarina apresenta 9,2 (IBGE – 2010).

Quanto à expectativa de vida até cinco anos de idade, saímos do patamar de 84 mortes para cada mil habitantes para 19,4, representando uma redução de 76,9%. Na região Nordeste migramos de uma zona sombria de 120,2 mortes para 26 óbitos, apresentando queda de 78,3%.

Fatores como melhora na escolaridade, saneamento básico adequado, menor desnutrição infantojuvenil, maior acesso ao sistema de saúde e acompanhamento pré-natal favoreceram significantemente o quadro atual.

Indicadores relacionados à renda per capita também mostram tendências regionais distintas, sendo a da Região Sul duas vezes em média maior que a do Norte e Nordeste. Convivemos com mais de dois milhões de brasileiros em situação de miséria plena. Programas governamentais como Brasil sem Miséria e Bolsa Família, independentemente do quanto possam gerar críticas relacionadas ao planejamento, execução e perenidade, têm sua importância no sentido de dar condições mínimas de subsistência a um grupo populacional, retirando-os de uma linha crítica de pobreza, favorecendo mesmo que de forma singular sua inclusão social.

Essa nova face do Brasil traz consigo uma intensificação das marcas de senilidade. E um país com aumento da taxa de sobrevida. Logo, com um número de idosos que atinge valores médios de 20 milhões de habitantes. Dados do IBGE de 2010 reconheceram 449.129 indivíduos com idade superior ou igual a 90 anos. Apresentamos uma taxa média de longevidade de 73,4 anos, mas ainda inferior a países latinos, como Argentina (75,8 anos) e México (76,89 anos), assim como países desenvolvidos, como Reino Unido, Canadá e Japão, com 80,75, 80,93 e 82,59 anos, respectivamente.

Segundo o IBGE, em 1980 tínhamos uma esperança de vida aos 60 anos de mais 16 anos, 4 meses e 6 dias. Já em 2010, nessa mesma idade a esperança de vida aumentou para 21 anos e 6 meses. Também com base nesses dados apresentamos divergências regionais, com menor expectativa no Maranhão (68 anos) e maior no estado de Santa Catarina (75 anos).

A ampliação da esperança de vida verdadeiramente representa um grande progresso para a sociedade, entretanto como nos preparamos para esse envelhecimento? Como nos preparamos para receber esse novo fenômeno brasileiro? Já temos estratégias de políticas públicas e de iniciativas privadas que equilibrem suas consequências?

Países desenvolvidos, que já viveram ou ainda convivem com esse contingente populacional reconhecem a grande vitória representada pela melhora dos indicadores de qualidade de vida. Contudo, percebem outros fenômenos intrínsecos dessa faixa etária, como a queda da renda familiar ou individual, o isolamento, maior necessidade de assistência à saúde, maior inatividade e dependência de terceiros. Consequências econômicas são facilmente percebidas pelo aumento das demandas dos gastos públicos com aposentadorias, redução da força de trabalho e crescimento econômico, mudanças nos perfis das doenças prevalecendo às enfermidades crônicas e demenciais, com aumento dos custos do financiamento à saúde.

Apesar dos inúmeros contrastes comuns ao Brasil e aos brasileiros, temos que comemorar as etapas conquistadas e nos debruçarmos em busca de novas ações que proporcionem que jovens e velhos, dependentes ou independentes, que vivam com dignidade no exercício pleno da cidadania.

Pedro Félix Vital Jr é coordenador do curso de Medicina da Faculdade Santa Marcelina – FASM

Fonte: ClienteSA

O relacionamento enérgico das equipes no ambiente de trabalho

O ambiente de trabalho depende do relacionamento enérgico nas equipes. Isto é decisivo para o incremento da produtividade, o fortalecimento da motivação e a operacionalização da liderança. Todos esses elementos são partes que se complementam, cujo sucesso depende, em larga medida, do desenvolvimento de sinergias no cotidiano do trabalho das corporações.

O relacionamento enérgico não é uma tarefa fácil e, ao mesmo tempo, é um ideário que toda organização deve almejar. Em linhas gerais, este tipo de relacionamento pode ser alcançado a partir de uma relação constante, dialógica e fortemente motivacional entre as pessoas, que buscam, a partir de processos criativos e organizados, estabelecer mudanças e atitudes positivas para melhorar o seu cotidiano. Manter o relacionamento enérgico – além de ser uma boa estratégia de manutenção do vínculo entre as pessoas – ainda pode servir para incrementar a força da liderança.

A este respeito, é importante observar que a liderança e o relacionamento enérgico são uma via de mão dupla, ou seja, podem ser constituintes e constituídos um pelo outro. Nesta relação de mão dupla, ambas as direções são fundamentais para qualquer equipe bem-sucedida.

Vamos à primeira direção, isto é, a importância do relacionamento enérgico para a liderança. Não há dúvidas de que o relacionamento enérgico pode conferir a base de apoio, pois ninguém faz nada sozinho, e certamente o sucesso das organizações depende desta sinergia positiva dos envolvidos. Além disso, pode propiciar um ambiente colaborativo para o alcance de metas, pois a colaboração entre as pessoas depende desta relação de confiança e de um planejamento em que os envolvidos vejam um impacto positivo em sua rotina de trabalho e em sua vida. Por fim, ainda pode servir como feedback privilegiado para o líder, já que, com uma equipe motivada e envolvida, os desafios, equívocos e conquistas do líder podem ser identificados de forma positiva ou negativa pelos demais em uma chave colaborativa, sendo esta equipe um verdadeiro termômetro da liderança.

No que concerne ao segundo aspecto, isto é, a importância da liderança para o relacionamento enérgico, temos, como primeiro elemento, o oferecimento de metas, objetivos e estratégias, pois o líder pode ser um grande referencial para a pactuação em conjunto destes elementos, em especial porque será alguém concebido como merecedor de ser ouvido e considerado. Além disso, pode servir como exemplo de como se deve agir, pois, seja em ações e caminhos de sucesso ou aqueles em que houve fracasso, o líder certamente cumpre este papel pedagógico de servir como exemplo para as pessoas. Por fim, pode motivar pessoas a arriscarem, se desenvolverem e ousarem, pois muitas pessoas adotam uma postura conformista diante do mundo, e a liderança pode ser a mola propulsora da mudança e um elemento importantíssimo para que as pessoas desenvolvam uma postura pró-ativa.

De fato, não há trabalho sem liderança ou, ao menos, não há trabalho duradouro, de qualidade e motivado sem liderança. A liderança não pressupõe apenas uma atitude mais horizontal, aberta a críticas e motivadora dos indivíduos; ela traz a necessidade de que os outros lhe vejam e reconheçam como um verdadeiro líder. Da mesma forma, o relacionamento enérgico entre equipes pressupõe uma verdadeira democratização das relações de trabalho rumo à construção dialógica de planos, metas e objetivos a serem atingidos. Energizar equipes torna-se uma tarefa de ouro!

Fonte: Administradores