Desde 1987 conectando marcas e fornecedores

Os investimentos na construção da amplitude das marcas

Especialistas em Marketing vêm afirmando a necessidade das empresas investirem cada vez mais na construção da amplitude das suas marcas vencedoras.

Para eles isso significa muito mais do que construir uma conscientização de marca. Significa construir uma arquitetura da marca em largura e profundidade, relacionando a marca corporativa à marca do principal produto e às demais sub-marcas existentes no portfólio da corporação.

A idéia é ir acrescentando recursos constantemente na tentativa de construir uma arquitetura de marcas coerentes e relevantes para os consumidores, a fim de prover resultados positivos para a organização.

Por outro lado, outros estudiosos do assunto afirmam que as marcas não podem ser analisadas como “o único espelho de uma organização”. Isto é, uma marca não deve ser o único indicador de sua habilidade em prover resultados financeiros para a empresa.

Certamente uma empresa pode até funcionar sem uma política de marcas, mas as boas marcas não podem funcionar em organizações ruins.

Recorrendo ou não ao mercado de capitais – através da Bolsa de Valores – o investimento é presença obrigatória na vida das marcas que pretendem continuar existindo.

Mas, se os investimentos são fundamentais para alimentarem as marcas, de onde virão os recursos financeiros? Como garantir esses recursos sem comprometer a saúde financeira da empresa?

Como enfrentar uma nova marca com produtos idênticos e mais baratos, se esta pertence a um concorrente com elevado poder financeiro e estratégias melhor definidas?

Seja qual for seu perfil para ter acesso a recursos no mercado financeiro, uma empresa necessita preencher uma série de requisitos como sua capacidade de gerar caixa, o valor total de seus ativos, suas vendas, lucros e etc.

De forma geral é assim que o processo se desenvolve, seja para um simples desconto de duplicata ou necessidades de investimentos de longo prazo.

Nossa proposta é tentar mostrar novos elementos que incentivem uma análise menos comprometida com a insensibilidade dos números, propondo que esses deixem de ser o único instrumento de decisões.

Mas, para materializar uma verdadeira proposta de otimização financeira das marcas é necessário estudá-las, definindo critérios para considerar quais marcas podem – ou não – ser convertidas em um investimento.

Sendo assim, já é aceito que as marcas valiosas são aquelas que merecem investimentos ininterruptos de construção da sua amplitude desde a sua concepção, as quais devem ser diariamente monitoradas pelos seus responsáveis.

Marcas que não investem na sua amplitude tendem a desaparecer; ou seja, perder força e cair no esquecimento do público. Além dos contínuos investimentos em exposições, as marcas devem evoluir com seus produtos sob pena dos riscos já conhecidos.

As organizações precisam compreender que, tão somente construí-las, possuí-las ou vendê-las com os produtos, as marcas não se constituem numa vantagem estática. Dessa forma, é preciso evoluí-las, modernizá-las, adaptá-las às mudanças de comportamentos dos seus consumidores e manter a linha de valores que as fez surgirem.

Rolex (da Suíça) e Mercedes (da Alemanha) são exemplos de força nos seus mercados com elevado símbolo de status, as quais competem com marcas de preços inferiores e de qualidades até similares.

Mas, o que as diferencia é o status que irão conferir aos compradores e a segurança de uma tradição em tecnologia e qualidade.

Quem se dispuser gastar US$ 2.000 por um relógio ou US$ 100.000 por um automóvel, começará suas pesquisas de compras por essas marcas, as quais possuem notoriedade (top of mind) elevada em seu grupo de compradores potenciais. Essas marcas investiram pesadamente na construção da sua amplitude e nos seus valores.

Poucos sabem quem são os acionistas dessas empresas, mas todos sabem que esses produtos são fabricados em países – e empresas – comprometidos com a história de sucesso dos valores que elas representam.

Fonte: Administradores

A crença no fracasso é um modo de envenenar a mente

Existe um benefício que com certeza você tem mais que ontem e que não poderá perder. Falo do benefício da experiência. Como assim “um benefício”, se tenho experiência que foram ruins e prefiro não guardar dentro de mim? Quero te dizer que isso é impossível. Depois que passamos por algo ruim ou bom, essa experiência é gravada dentro de nós e muitos delas irão, ou já viraram crenças.

Crenças essas que te ajudam ou atrapalham sua vida. Ficar desempregado, perder alguém em vida ou devido à morte, etc… podem vim a se tornar cresças limitantes. Você deve tomar a decisão de como irá olhar para todas as experiências de sua vida. Mesmo sendo uma experiência ruim, posso olhar para ela com olhos positivos, ou seja, tornar essa experiência forte mesmo tendo sido ruim.

Sei que vocês conhecem diversos exemplos de pessoas que decidiram olhar para o futuro mesmo diante de problemas que enfrentaram, deixe-lhes dar alguns exemplos:

Uma pessoa faliu no negócio aos 31 anos de idade.

Foi derrotado numa eleição para o legislativo aos 32.

Faliu outra vez no negócio aos 34.

Superou a morte de sua namorada aos 35.

Teve colapso nervoso aos 36.

Perdeu uma eleição aos 38.

Perdeu nas eleições para o congresso aos 43, 46 e 48.

Perdeu uma disputa para o senado aos 55.

Fracassou na tentativa de tornar-se vice-presidente aos 56.

Perdeu uma disputa senatorial aos 58.

Foi eleito presidente dos estados unidos aos 60.

Você deve estar se perguntando que foi essa pessoa. Este homem chamasse Abraham Lincoln. Ele poderia ter se tornado presidente se tivesse visto suas perdas nas eleições como fracassos? Talvez! Quem poderá dizer. Uma coisa é certa, ele enfrentou cada derrota com uma visão de não desistir, viu apenas como experiências.

Existe uma grande história sobre Thomas Edison, que após ter tentando 9.999 vezes aperfeiçoar a lâmpada e não ter conseguido alguém lhe perguntou: “Você vai ter dez mil fracassos?" Ele respondeu como um mestre que era: “Não falhei. Acabo de descobrir outra maneira de não inventar a lâmpada elétrica.”

Cada um tem dentro de si o poder da decisão, mesmo que todas as coisas estejam contra ou a favor no final a decisão sempre será sua. Cabe a você, somente a você decidi tomar a decisão, se não a mais certa, mas que seja a melhor para nosso futuro e de nossa família.

Anthony Robbins em seu livro “Poder sem limite” faz a seguinte declaração: “A crença no fracasso é um modo de envenenar a mente”. Se ficarmos pensando dia após dia sobre nossos erros ou nossos fracassos, se assim dissermos, ele tomará conta de nossa mente e nossa fisionomia irá mudar e depois que nossa fisionomia mudar iremos cair na depressão, ou seja, por um erro que não esta sendo visto pela forma certa. Qual é a visão que você tem dos seus erros? Comprometa-se a aprender com toda experiência que tiver.

Temos a responsabilidades de nossas ações sobre nossos ombros, então cabe a cada um decidir ser responsável pelos resultados de sua vida. Tenho uma firme certeza que geramos nossas experiências na vida, seja por comportamento, seja por pensamentos, e que podemos aprender com todas elas.

Ao você tornasse auto-responsável, traz poder e maturidade para mudar suas ações e resultados. “Se você não acredita em fracasso, se sabe que atingirá seu efeito, não tem nada a perder e tudo a ganhar, assumindo responsabilidade. Se você tiver no controle, terá sucesso” Anthony Robbins.

Cabe apenas a você mudar seu comportamento em relação as suas experiências, repito, sejam elas boas ou ruins. Quando mudamos nossas ações, automaticamente mudaremos nossa comunicação. Quando mudamos nossa comunicação mudaremos nosso pensamento, quando mudamos nosso pensamento mudaremos nosso sentimento e ai sim mudaremos nossas cresças. É fácil, primeiro mude sua comunicação, depois seus pensamento, logo após seus sentimentos e pronto, mudou suas crenças.

Que sua vida possa mudar sempre para melhor, mas se vier algum problema, lembre-se de olhar para ele como experiência e ai verás que sua vida só vai melhorar.

Um grande sucesso a todos!!!

Fonte: Administradores

Brinde: o grande aliado da sua empresa

Ele pode e deve ser utilizado em várias ocasiões, desde agradecimento até ações solidárias

Há alguns anos, os departamentos de marketing de empresas de diversos setores já perceberam que investir em brindes pode ser um bom negócio. Ele pode e deve ser utilizado em várias situações, como para: reforçar a imagem institucional de uma empresa, divulgar modificações e promoções, avisar sobre lançamentos de novas linhas ou apenas para permitir que a empresa não seja esquecida.

Mas o brinde não deve ser utilizado somente para o público-alvo direto da empresa, afinal ele pode reforçar a boa imagem junto ao público formador de opinião, como imprensa e até mesmo para os fornecedores. Outro importante conselho que deve ser lembrado quando o assunto é “Brinde”, diz respeito à sua distribuição. Já faz tempo que o Brinde deixou de ser entregue apenas em datas comemorativas ou eventos de final de ano. Sua distribuição não pode e nem deve ficar restrita apenas às datas tradicionais. O brinde deve ser distribuído ao longo do ano, permitindo, assim, que a empresa mantenha-se sempre em evidência e na lembrança de seus clientes, parceiros e fornecedores.

Após descobrir essa importante ferramenta, muitas empresas já adotaram o “Brinde” como um artigo indispensável em seus cronogramas anuais, independente da ocasião. Um desses exemplos é a estratégia adotada pelo Banco DaimlerChrysler, banco oficial da Mercedes-Benz do Brasil, que utiliza os brindes ao longo do ano com o objetivo de trabalhar o relacionamento com a Rede de Concessionários Mercedes-Benz em todo o País.
“Nós produzimos brindes chamados de combate, para o relacionamento do dia-a-dia com vendedores e clientes do varejo. Trabalhamos, também, brindes diferenciados chamados de vip´s, para ocasiões especiais. No final do ano, tradicionalmente, são distribuídos brindes pelos escritórios regionais para os concessionários parceiros”, revela José Licciardi, gerente de Marketing e Comunicação do Banco DaimlerChrysler.

A Mizuno é outra empresa que também incorporou o brinde às suas estratégias de marketing. A empresa distribui o artigo com o objetivo de atingir diversos públicos, por isso realiza, anualmente, logo nos primeiros meses, uma grande compra de brindes, com valores que variam de R$ 0,50 à R$ 25,00. “Normalmente, trabalhamos com dois tipos de brindes, um para ações de incentivo e eventos gerais, e outro para ações diferenciadas dirigidas a vários públicos, como consumidor final, atleta e imprensa”, explica Carla Moreira Lima, gerente de Serviços de Marketing da marca de artigos esportivos.

Outra empresa que aposta na utilização de brindes diferenciados para seus públicos é a FIC, distribuidora de derivados do petróleo. A empresa dispõe de brindes institucionais, como canetas, chaveiros e bonés, que são utilizados ao longo do ano em visita a clientes e fornecedores. Além deles, também investe nos brindes promocionais que são distribuídos para os clientes que abastecem seus veículos nos postos da rede. “Há um brinde diferente a cada mês. O cliente abastece acima de 30 litros e leva seu brinde na hora”, conta Adriana Horita, analista de marketing da empresa.

Brinde por uma boa causa

Uma outra forma freqüente do uso do brinde, que cresce a cada ano, é sua utilização em ações de agradecimento e estimulo às vendas, como é o caso da rede de drogarias Droga Raia. A empresa foi pioneira em Marketing de Relacionamento no seu segmento em 1988 com a criação dos cartões Raia Plus e Sênior, sem custo algum para o cliente. Hoje, são mais de 2,5 milhões de portadores dos cartões, que participam automaticamente de programas de incentivo, cujo prêmio é um brinde que varia em cada ação e muda conforme o grau de fidelidade. “Além dos brindes para nossos clientes, eventualmente utilizamos brindes para clientes empresariais ou para eventos institucionais e promoções que fazemos ou tomamos parte. Nesse caso, distribuímos brindes mais especiais e seletivos”, revela André Elias Gonçalves, gerente de marketing da Droga Raia.

E como é permitido apostar no brinde para diversas ocasiões, vale tudo, inclusive comemorar a expansão de shopping, como a realizada pelo ABC Plaza Shopping, em Santo André (SP), que distribuiu para a imprensa e fornecedores um cachepô com sementes, terra e kit de jardinagem. “Este brinde representava o crescimento do empreendimento”, explica Márcia Pacheco, gerente de marketing do shopping.
Também tem crescido a participação do Brinde em ações solidárias, uma forma nobre de defender uma boa causa e ainda marcar presença. A rede de drogarias Droga Raia, assim como a Mizuno, também aposta na solidariedade no momento de presentear seus clientes. O programa “De Mãos Dadas com a Raia”, permite que os clientes cadastrados acumulem pontos em suas compras. A cada 400 pontos acumulados, o cliente é convidado a indicar uma dentre 12 Instituições participantes para receber uma doação da rede. Sempre que realizada uma indicação, o cliente recebe gratuitamente um boneco “agarradinho” da Turma da Mônica, como lembrança da campanha.

A cada ano cresce a preocupação das empresas em utilizar o brinde como um artigo para marcar um momento especial. “O brinde deve ter algo em comum com o momento em que é entregue, assim, evento e brinde trabalham de forma casada para manter a marca na cabeça do cliente”, afirma Adriana Horita. Despertar emoções ao oferecer um brinde também ajuda a marcar o produto ou a empresa. “Trabalhamos com o conceito de oferecer brindes que, de uma forma ou de outra, criem um elo emocional com o cliente. No caso dos cd´s, oferecemos quatro opções diferentes, com sucessos de quatro décadas, exatamente para que o cliente possa escolher as músicas do período que lhe traz boas recordações”, conta André Elias Gonçalves. No caso da campanha De Mãos Dadas com a Raia, a empresa, ao oferecer um “agarradinho”, pretendia criar um elo emocional entre o cliente e a instituição filantrópica por ele escolhida.

Independente da ação ou situação, o brinde é uma poderosa ferramenta de marketing que, quando bem utilizada, permite que a marca fique presente na lembrança do seu público-alvo. E lembre-se, independente da ocasião, antes de escolher um brinde verifique se ele é capaz de transmitir a mensagem correta de sua empresa.

Por Priscilla Merlino – Grupo Bríndice

Fontes:

Adriana Horita – Analista de Marketing da FIC Distribuidora de Derivados de Petróleo Ltda
André Elias Gonçalves – Gerente de Marketing da Droga Raia
Carla Moreira Lima – Gerente de Serviços de Marketing da Mizuno
José Licciardi – Gerente de Marketing e Comunicação do Banco DaimlerChrysler
Márcia Pacheco – Gerente de Marketing do ABC Plaza Shopping

Brindes colecionáveis. Uma mania que pode aumentar as vendas e alavancar o sucesso de uma marca

Mudanças de hábitos de consumo e as constantes evoluções tecnológicas fazem com que a utilização de brindes tenha que ser analisada cada vez melhor pelas empresas, para que, efetivamente, se atinja o público correto.

O que atraía a atenção do consumidor há alguns anos, hoje pode não mais atrair. É por isso que algumas marcas expressivas investem em campanhas de grande impacto como, por exemplo, as que envolvem brindes colecionáveis, criando-se o desejo de completar uma coleção. Elas se tornam uma ótima estratégia para agradar ao público a ser atingido e incentivar as vendas.

Cases inspiradores marcaram época. Quem não se lembra das minigarrafas da Coca-Cola? E da campanha de estrondoso sucesso da Parmalat, os “Mamíferos”, lançada em 1996, em que, na compra de caixas de leite, acrescentada a uma quantia em dinheiro, o consumidor ganhava um bicho de pelúcia? No início da campanha, que ganhou força e um tom simpático com um comercial televisivo em que crianças imitavam os tais bichinhos de pelúcia, estava previsto 1,2 milhão de trocas e 12 modelos de bichinhos, porém, em quase três anos, foram feitas 15 milhões de trocas e a coleção já contava com 21 modelos. O resultado foi impressionante: com esta inocente campanha, que envolvia bichinhos e crianças, as vendas da Parmalat aumentaram em 20%.

Outra campanha de sucesso é a do McLanche Feliz, da rede de fast food McDonald´s, que mantém a promoção permanente, oferecendo um brinde diferente a cada mês na compra do kit, composto por lanche, refrigerante e batata frita. Os brinquedos viraram objeto de desejo não só de crianças, mas também de adultos, o que incentiva a venda do produto durante todo o ano. A rede de fast food também oferece brindes especiais e sazonais, como a Copa do Mundo, apresentando constantes novidades ao cliente e estimulando o consumo de seus produtos.

Outra ação, com brindes colecionáveis e exclusivos e que deu muito certo, foi a do press kit criado pela agência Wieden+Kennedy em conjunto com a Laika Animation para o filme “Coraline e o Mundo Secreto”. Foram feitas à mão 50 caixas exclusivas, com conteúdos únicos, referentes ao filme, e uma senha para acessar um espaço secreto no site do longa. As caixas foram enviadas para 50 blogueiros e a ação gerou grande mídia espontânea, já que todos queriam saber o conteúdo de cada caixa. Tanto se falou sobre o assunto que o interesse das pessoas pelo filme rendeu a 3ª posição no ranking de bilheterias dos EUA, somente na sua estreia, e US$ 121,9 milhões de faturamento mundial.

Ações como as citadas impulsionam as vendas, especialmente porque se tornam um objeto de desejo, um desafio a atingir. E, ainda, após a conquista da coleção completa, o consumidor continua fiel ao produto, pois já está habituado a consumi-lo.
Com um bom plano de comunicação e doses extras de criatividade para desenvolver uma linha de brindes interessante, campanhas de brindes colecionáveis podem gerar grande visibilidade e lucro para a empresa, despertando o desejo do consumidor e provocando mídia espontânea.

Por Socci Comunicação

Fontes:
– Mundo Marketing
– Brainstorm #9.

Apaixonados por socialização, interação e compartilhamento de informações

Dos 80 milhões de internautas brasileiros, 79% deles estão nas redes sociais (*)

Muitos profissionais da área de comunicação estão se manifestando na mídia a respeito do uso equivocado das redes sociais pelas empresas. O argumento desses profissionais reside no fato de que a maioria das pessoas está nas redes para encontrarem outras pessoas, não para encontrarem marcas. E as marcas não estão se relacionando com seus clientes adequadamente. Claro que esse grande número de clientes potenciais é importante para qualquer empresa. São mais de 63 milhões de brasileiros presentes nas redes sociais que em sua grande maioria quer se relacionar com outras pessoas, interagir e compartilhar informações.

A DM9DDB desenvolveu estudo inédito que apresenta uma nova classificação do consumidor em ambiente digital. O estudo, intitulado Perfis Digigráficos, conclui que as mudanças trazidas pelas inovações digitais pouco ou nada tem a ver com sexo, idade ou classe social, mas sim com três novos critérios: 1. Quanto e como as pessoas utilizam os recursos e equipamentos de tecnologia. 2. Quais são as intenções que elas têm ao consumir os diversos produtos digitais. 3. E, principalmente, quanto os recursos digitais servem para moldar a própria identidade. Com base nestes novos critérios, a DM9DDB adotou cinco perfis de consumidores digitais:

Imersos: tiveram parte de sua identidade definida a partir da tecnologia. Com ela, conseguiram “se encontrar”, definir melhor seus interesses e estabelecer melhores vínculos com o mundo. Personalidade e identidade foram definidas pela era digital, que lhes permitiu dar vida a mais personas.

Ferramentados: recorrem à tecnologia para agilizar as tarefas, mas não a idolatram. A tecnologia os ajuda nas tarefas cotidianas, facilita suas vidas. Mas não dependem dela nem são definidos por ela. Esse grupo é um exemplo de como as pessoas redefiniram a maneira de se relacionar com família, escolas, empresas e governo.

Fascinados: querem parecer modernos e tecnológicos. Para eles, computadores, gadgets e hábitos da era digital são ícones da modernidade – e consumir essas novidades os ajuda a atestar que são antenados. Eles são um excelente exemplo de como o relacionamento com os outros foi bastante modificado.

Emparelhados: a tecnologia é fundamental para pôr em prática os projetos da vida. Eles enxergam a tecnologia como a grande companheira para fazer o dia a dia acontecer. Sem ela, a vida fica extremamente complicada. Para este grupo, as máquinas são como uma extensão do corpo, potencializando suas capacidades humanas.

Evoluídos: o universo das máquinas e da tecnologia é seu habitat. São crianças e adolescentes que já nasceram adaptados e estão crescendo no mundo digital. Não conheceram o mundo pré-digital.

Para Cynthia Horowicz, VP de planejamento da DM9DDB, “o estudo é uma colaboração para as marcas, e será uma grande contribuição para que sofistiquem o entendimento do consumidor na era digital”. Rodrigo Maroni, diretor de planejamento e estratégia digital da agência, completa: “Essa nova classificação dos consumidores nos permite aumentar a eficiência das ações digitais, pois nos orienta a gerar ideias mais relevantes para cada público”.

Os brasileiros passam três vezes mais tempo navegando na internet do que assistindo à televisão e trocam informações sobre produtos e marcas antes de decidir qualquer compra. Portanto, cada vez mais a opinião e o relacionamento com pessoas que podem ser consumidores potenciais de uma marca é essencial. Criar uma imagem de marca que seja sustentável na prática é fundamental para a sobrevivência das empresas nas redes sociais. A marca deve aprender como encantar, conversar, interagir e oferecer informação relevante para cada uma dessas pessoas. Sejam elas imersas, ferramentadas, fascinadas, emparelhadas ou evoluídas.

Por Elisabeth Guimarães – Grupo Bríndice

Fontes:
Ibope Nielsen Online (*)
O número total de pessoas com acesso à internet em qualquer ambiente (domicílios, trabalho, escolas, lan houses ou outros locais) atingiu 79,9 milhões no quarto trimestre de 2011, segundo o IBOPE Nielsen Online. O crescimento foi de 2% sobre o trimestre anterior, de 8% sobre o mesmo período de 2010 e de 19% em relação a 2009. Os ambientes casa e trabalho foram os principais responsáveis pela expansão do total de internautas no Brasil em 2011.
DM9DDB