Brindes Personalizados e Corporativos — Compare Fornecedores Verificados e Peça Cotação Grátis

Editora Dash lança sua primeira campanha publicitária

Fundada em 2010 pela designer Silvia Ribeiro, a Dash nasceu como uma editora digital, ao oferecer em seu site livros na versão e-book. Aos poucos, nesses três anos, o perfil foi ampliado, assim como o campo de atuação da editora. Ainda assim, mesmo com as mudanças, e por ser uma editora pequena, a Dash possui agilidade e modernidade suficientes para acompanhar um mercado que tem passado por transformações profundas e bastante rápidas.

Para reforçar as características da empresa, a campanha criada pela Talent traz o cachorro de Silvia, da raça Dachshund – que também é utilizado como logomarca da Dash, em uma ilustração -, fotografado em situações divertidas e inusitadas, com frases de impacto, remetendo sempre a livros, histórias, e dando boas ideias ao leitor. Entre as frases estão: "Procurando algo para ler em casa? A Dash já achou para você" e "Dash sabe que novos ares refrescam as ideias", para a imagem do cachorro com a cara na janela de um carro em movimento, com as orelhas ao vento.

Composta por quatro peças, a campanha será veiculada em revistas e jornais. A Talent criou também os displays que serão distribuídos e colocados nas principais livrarias da cidade.

Fonte: Cidade Marketing

Incentivos fiscais no Brasil – “Lei do Bem”

A gestão de incentivos fiscais e financiamento para pesquisa, desenvolvimento e inovação é fonte importante no fomento e na contribuição para o desenvolvimento econômico e ganho tecnológico dos países. Com o Brasil não é diferente.

Com um novo cenário econômico onde o país se tornou vitrine de investimentos nos últimos anos, a necessidade de estimular as empresas a apostarem em pesquisa e desenvolvimento para serem mais competitivas se tornou imprescindível. Assim, surgiu uma das principais ferramentas de incentivos fiscais no Brasil: a “Lei do Bem” (Lei 11.196, de 21 de novembro de 2005, Capítulo III, artigos 17 a 26).

Regulamentada pelo Decreto nº 5.798 de 07 de junho de 2006 e tendo como base os princípios de pesquisa e desenvolvimento do Manual de Frascati (metodologia elaborada pelos membros da OCDE para a definição e análise da pesquisa e desenvolvimento), a Lei do Bem prevê a concessão de incentivos fiscais às pessoas jurídicas que realizem pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica. O governo federal visa, assim, aproximar as empresas das universidades, institutos de pesquisa e micro-empresários que são beneficiados indiretamente com esta oportunidade.

Requisitos da Lei do Bem

Para ser possível as empresas usufruírem da Lei do Bem, estas devem trabalhar com regime de lucro real, ter lucro fiscal durante o ano de referência e conseguirem comprovar a sua regularidade fiscal (CND ou CPD-EN). Dentre as principais vantagens da utilização da Lei, podem ser apontadas: a possibilidade de reinvestir os valores deduzidos na área de P&D; a melhoria contínua dos produtos, serviços e processos; a maior competitividade no mercado; a geração de inovação – que alavanca o crescimento das organizações – além da empresa passar a ser considerada inovadora pelo MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação).

Como oportunidades, salienta-se o fato da Lei do Bem se aplicar diretamente no abatimento dos impostos IRPJ e CSLL, além da possibilidade de abatimento de 50% no IPI de máquinas e equipamentos destinados a P&D; e a possibilidade de depreciação e amortização acelerada. Deste modo, as empresas conseguem em média 25% de retorno sobre os dispêndios em projetos elegíveis que se enquadram nos parâmetros de P&D.

Resultados MCTI

O relatório divulgado pelo MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) em Dezembro de 2012 apresenta os números das empresas que pleitearam o incentivo referente ao exercício de 2011.

Quadro com números:

Lei do Bem

Número de Empresas Participantes

962

Número de Empresas Habilitadas

767

Número potencial de empresas a aproveitar dos incentivos

7000

Este relatório deixa evidente algumas deficiências peculiares em relação à cultura do Brasil quanto aos incentivos fiscais, pois o número de empresas que buscaram o incentivo ainda é ínfimo perto do potencial de mais de 7.000 empresas que se enquadram nos requisitos exigidos pela Lei. Entre 2006 e 2011, um total de 1475 fez aproveitamento do incentivo. Porém, apenas 46 empresas pleitearam todos os anos, ou seja, 3% do total.

MAPA DE REGIÕES MCTI

Através do mapa percebemos que as regiões mais desenvolvidas economicamente são as que possuem um maior número de empresas buscando abaterem seus impostos. Isso reflete perfeitamente o ganho que o estado tem quando os empresários da região são conscientes dos benefícios que obtêm quando se aproveitam deste tipo de incentivos fiscais (desenvolvimento econômico, melhoria de produtos, geração de empregos, melhores salários, desenvolvimento tecnológico entre outros).

Fonte: Administradores

O brinde certo para o público certo

O conceito de brinde é muito amplo, uma vez que qualquer artigo pode se tornar um, isso só vai depender da ação da marca e do perfil do público-alvo que se pretende atingir. Porém não basta apenas escolher o brinde, também é preciso saber para qual pessoa da empresa enviá-lo e como fazê-lo.

A grande, e talvez mais difícil, tarefa é escolher o brinde certo para cada público-alvo, porque além de ter sintonia com as pessoas que estarão recebendo, ele precisa transmitir as características condizentes com a imagem que a empresa quer passar no mercado, como credibilidade, confiança, qualidade, prestígio, além de oferecer algum tipo de utilidade para que seja guardado e realmente usado por quem o ganhou.

“É essencial que o brinde esteja em sintonia com a data ou evento que simboliza e, acima de tudo, alinhado com o perfil da empresa e do público-alvo. Seja simples ou sofisticada, a peça precisa ser de boa qualidade, ter presença e gerar lembrança. Certamente assim, atingirá o objetivo esperado”, indica Isabel Mendonça, gerente de Marketing da Assurant Solutions. De acordo com Isabel, sua empresa iniciou a participação em projetos sociais com o patrocínio da primeira tiragem do livro “O Brasil na Visão do Brasileiro”, da Trilha Brasil. Os exemplares transformaram-se em presentes para os funcionários da empresa. Mas como a repercussão foi muito positiva, o livro acabou sendo eleito o brinde de final de ano para o Natal de 2004. “O retorno foi muito gratificante. Nossos clientes, parceiros e prospects elogiaram a iniciativa, bem como o excelente presente”, relembra.

Para Rita de Cássia Oliveira, diretora de planejamento da RED Comunicação & Marketing, o diferencial reside no planejamento e estratégia da ação. Esse processo começa na observação do perfil do público, especialmente em situações de expedição massificada de brindes, onde o cuidado deve ser maior para que não se caia na impessoalidade ou no chamado “lugar comum”. Nesses casos em que, geralmente, se busca firmar a imagem e a identidade da marca, a profunda e criteriosa análise das possibilidades trará uma escolha apropriada, coerente, assim como a constante pesquisa do novo.

“Um case bastante representativo foi a solicitação de um cliente para desenvolvermos um brinde que fosse único e não pudesse ser encontrado em lojas. E que, além de pessoal, fosse requintado, assim como o público que o receberia. Além disso, ele nos solicitou que tivesse um apelo social. Partimos para a busca de opções em ONG´s e foi um caminho interessante até chegarmos a uma caixa de madeira com acabamento em cipó (marchetaria). A questão estava agora em como preencher seu espaço interno de forma atrativa para esse seleto público. Optamos por papéis personalizados em dois formatos distintos, que eram acompanhados de envelopes, cera para lacre e sinete com as iniciais do nome da pessoa. Isso exigiu manuseio e logística bastante afinados. O retorno foi excelente, pois além do feedback informal do cliente, recebi um e-mail de agradecimento. O brinde repercurtiu, inclusive, no próprio trade, e virou referência dentro de outras empresas também”, conta Rita de Cássia Oliveira.

Outros aspectos são fundamentais desde o início da escolha do brinde e não devem ser esquecidos ou relegados para segundo plano, como a embalagem, o momento e a forma de entrega. Tudo isso deve ser adequado ao público e ao evento que motiva o ato de presentear, para não invalidar a intenção do presente enviado. Depois de tudo pronto, brinde escolhido e bem embalado é hora de conferir os preparativos finais, como endereço para entrega e nome do presenteado, logística e transporte adequado são os últimos e importantes pontos que merecem muita atenção. Afinal, depois de todo o cuidado o brinde não pode ser entregue para a pessoa errada ou chegar danificado ao seu destinatário.

Depois da escolha, para quem enviá-lo?

“Todo mundo gosta de ser lembrado. Esse gesto é sempre valorizado, independentemente do brinde oferecido. Portanto, qualquer que seja a verba disponível, não se deve perder a oportunidade de registrar sua lembrança”, salienta Isabel Mendonça .

Como todos adoram um brinde, em alguns casos para chegar na pessoa almejada o ideal é mandar para todos que estão envolvidos, inclusive, por exemplo, a secretária da empresa, já que ela pode estreitar a relação com os profissionais dos cargos de diretoria, gerência ou mesmo presidência. O mesmo exemplo pode ser seguido com brindes promocionais entregues para a imprensa. Como todos os profissionais trabalham juntos no mesmo ambiente da redação, pode ficar muito desagradável mandar um brinde apenas para um profissional da mesma editoria, porque os demais certamente ficarão sabendo.

Para a diretora de planejamento Rita de Cássia Oliveira, se a secretária ou assessor(a) estão mais presentes no dia-a-dia, ou na tomada de decisões, então é mais conveniente entregar artigos promocionais para essas pessoas. “Além disso, muitas vezes a empresa que está presenteando já possui bons relacionamentos com profissionais das mais diferentes posições hierárquicas, fato esse que deve ser levado em conta. A indicação específica de pessoas varia conforme a estrutura de relacionamentos da empresa”, salienta.

“É interessante presentear todas as pessoas envolvidas no processo, como forma de reconhecimento e agradecimento. No entanto, às vezes a verba pode limitar essa vontade, então nesse caso é preciso priorizar ou eleger brindes distintos”, recomenda Isabel Mendonça.

Por Priscilla Merlino – Grupo Bríndice

A importância das pesquisas de mercado

A crescente competitividade do mercado exige que as empresas estejam cada vez mais atentas ao consumidor. Como instrumento fundamental, a pesquisa de mercado auxilia no momento de se conhecer este consumidor e detectar seus desejos. Para mostrar as características e importâncias da pesquisa de mercado, a Bríndice entrevista Ernesto Nunes, sociólogo, formado pela Universidade de São Paulo (USP), com MBA em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e mestrado em Antropologia do Consumo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Ernesto também é consultor de pesquisa de mercado com experiência na área há 17 anos, professor de pós-graduação em Empreendedorismo e Gestão da PUC-SP e de graduação em Comunicação Social do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo.

Bríndice: Qual é a função de uma pesquisa de mercado e qual sua importância dentro de uma empresa?
Ernesto: Pesquisa de mercado é uma ferramenta amplamente difundida no meio empresarial. Ela funciona como uma ponte que aproxima o consumidor do gestor, por meio de informações utilizadas para identificar problemas e oportunidades.

Bríndice: Quando é necessário realizar uma pesquisa de mercado?
Ernesto: Fazemos pesquisa quando temos que tomar decisões para as quais nosso conhecimento é insuficiente ou precário, reduzindo riscos e incertezas. Ou mesmo quando temos um envolvimento até afetivo com nosso negócio, o qual nos impede de enxergar com clareza seus problemas. Ou, também, devido ao fato de que a realidade muda mais rápido do que as empresas são capazes de acompanhar e, portanto, levantar informações sobre o que pensam os consumidores é fundamental para manter a empresa competitiva.

Por exemplo, uma pesquisa de mercado é indicada para identificar a embalagem mais adequada para um produto que estamos lançando; para verificar, em outro caso, se uma propaganda está adequada ao público que se deseja atingir, com linguagem apropriada, mensagem clara e capacidade de fazer com que o cliente lembre-se da marca que está sendo anunciada.

Bríndice: Quais são e como funcionam as metodologias de pesquisas de mercado existentes?
Ernesto: Tradicionalmente, as pesquisas de mercado são classificadas em qualitativas ou quantitativas. As metodologias qualitativas mais utilizadas são a discussão em grupo (os famosos focus groups) e as entrevistas em profundidade. Elas possuem um caráter exploratório, baseadas em pequenas amostras, que proporcionam “insights” e compreensão do contexto de um problema ou de uma oportunidade.

As metodologias quantitativas, por sua vez, são aquelas que, em função do tamanho de uma amostra e da forma como são selecionados os entrevistados, possibilitam extrapolar os resultados para o universo considerado, com uma representatividade estatística e uma margem de erro conhecida.

Bríndice: Quais os cuidados que devem ser tomados na escolha da metodologia da pesquisa?
Ernesto: Deve-se levar em consideração, principalmente, o objetivo da pesquisa planejada. Objetivos diversos, metodologias diversas, isoladas ou combinadas. Tempo para realização da pesquisa e recursos financeiros disponíveis também devem ser considerados.

Bríndice: Como calcular a margem de erro de uma pesquisa?
Ernesto: Na maioria das pesquisas de mercado, não é possível entrevistar a totalidade das pessoas que representa o público-alvo (denominado “universo”), pois, além de ser muito caro, levaríamos muito tempo para entrevistar todos (e será que todos gostariam de conceder uma entrevista?). A saída é entrevistar uma parcela (“amostra”) do público a ser estudado. Como nem todo o universo será pesquisado, dizemos que, estatisticamente, há uma margem de erro na pesquisa. Um erro que não coloca em dúvida os resultados da pesquisa, mas que deve ser levado em consideração.

A margem de erro de uma pesquisa de mercado depende do tamanho da amostra que será entrevistada e do tamanho do universo. Considerando uma margem de erro de 3% e um intervalo de confiança (outro conceito da estatística utilizado em pesquisa) de 95%, estamos dizendo que o resultado apresentado tem 95% de chance de estar dentro da margem de erro, ou seja, 2,5% de chance de estar acima dela e 2,5% de estar abaixo dela.

Um exemplo: se um determinado produto for preferido por 25% dos consumidores, comparativamente a outras marcas de produtos similares, levando em consideração a margem de erro de 3%, ele estará entre 22% e 28% dentro da margem de erro e com 2,5% de chance de estar acima de 28% e 2,5% de estar abaixo de 22%.

Bríndice: Como evitar as desculpas comuns dos possíveis entrevistados, como, por exemplo, “estou sem tempo” e incentivá-los a participarem da pesquisa?
Ernesto: As pesquisas tradicionais, realizadas por um entrevistador com uma prancheta na mão, realmente assustam os possíveis entrevistados, principalmente em grandes centros urbanos, onde as pessoas estão sempre apressadas e com medo da violência. Mesmo as pesquisas por telefone, que ofereceriam uma certa comodidade ao respondente, também vêm perdendo apelo. Questionários enxutos, entrevistadores educados e simpáticos sempre ajudam. Uma abordagem muito interessante é a pesquisa on-line, em que um questionário é enviado por e-mail, permitindo que o entrevistado escolha o melhor momento para dar a sua opinião. Caso haja um incentivo – brinde, sorteio, etc. – a probabilidade de participação aumenta.

Bríndice: Como funcionam os grupos de discussão?
Ernesto: Os grupos de discussão são conversas realizadas por um moderador treinado, junto a um pequeno grupo de respondentes, pré-selecionados entre consumidores que pertencem ao universo que se pretende estudar. As discussões em grupo normalmente acontecem com no mínimo 8 pessoas e no máximo, 12. A composição do grupo deve ser homogênea, em termos de características demográficas e socioeconômicas. O contexto da discussão envolve uma atmosfera relaxada, informal e dura de uma a três horas e tudo é registrado, tanto em vídeo como em áudio, para que o moderador possa, posteriormente, rever o material e fazer a sua análise.

Bríndice: Quais os prós e contras das pesquisas de mercado realizadas via internet?
Ernesto: Pesquisa pela internet é uma realidade na Europa, na Ásia e nos EUA e o que poucos sabem é que a pesquisa pela internet está crescendo muito no Brasil. As vantagens residem, basicamente, na agilidade com que um estudo é realizado, no valor que se cobra (muito mais acessível do que os caros estudos feitos de forma tradicional, com entrevistadores na rua ou realizados por telefone) e na comodidade oferecida ao entrevistado. Posso citar, ainda, os rígidos controles no recrutamento dos entrevistados e a consistência dos dados obtidos na utilização de questionários programados, os quais impedem “erros de pulos”, em que o entrevistado responde a uma pergunta quando deveria responder a outra.

Por outro lado, contra a pesquisa pela internet posso citar o fato de ainda não termos uma ampla difusão do acesso à web em vários pontos do país, o que nos impede de alcançar consumidores em cidades de pequeno e médio porte, em algumas regiões do Brasil.

Bríndice: É caro contratar uma pesquisa de mercado?
Ernesto: Depende do ponto de vista. O que é mais caro: gastar R$ 20.000,00 em uma pesquisa de avaliação de um produto que custou alguns milhões para ser desenvolvido ou lançá-lo ao mercado sem saber o que o consumidor pensa dele, correndo o risco de ter que fazer alterações posteriores ao lançamento? Ou pior, ver o seu produto naufragar em um mercado altamente competitivo? Até um candidato a empreendedor ou uma pequena e média empresa podem fazer pesquisa de forma barata e eficiente, não somente as grandes corporações. Com orientação adequada todos podem, é o que mostra a minha experiência de quase 20 anos trabalhando em institutos de pesquisa e como docente em cursos de empreendedorismo, ensinando como fazer pesquisa de mercado com rigor e eficiência e, normalmente, com poucos recursos financeiros.

Bríndice: A pesquisa foi feita. E o que fazer com os resultados?
Ernesto: Montar um plano de ação com base nos resultados e agir para atingir os objetivos que motivaram a pesquisa. Pesquisa realizada que não é utilizada é perda de tempo e dinheiro jogado fora. Antes de planejar uma pesquisa, deve-se saber o que fazer quando os resultados chegarem às suas mãos. Se você não faz a mínima ideia do que fará com os resultados da pesquisa, é melhor repensar se é o momento correto de realizá-la.

Por Socci Comunicação

Canal de comunicação de alta tecnologia com transmissão digital

O Metrô de São Paulo sai na frente e oferece diferentes sugestões de estratégia de mídia

A partir de 2009, a Mídia Digital Out of Home – comunicação dirigida para audiências que se encontram fora de suas casas, mais especificamente em pontos de venda ou em ambientes que exijam algum tipo de espera forçada – passou a chamar a atenção dos anunciantes e foi incluída nos Estudos Marplan/EGM. Com o objetivo de quantificar o número de pessoas expostas à mídia que utilizam monitores de alta tecnologia com transmissão digital, a Ipsos investigou públicos de todas as classes sociais e faixas etárias, a partir de uma pergunta: você viu ou assistiu a algumas destas TVs fora de casa, que transmitem programação própria, nos últimos 30 dias? As perguntas foram estimuladas mediante apresentação de fotos de 12 locais onde a mídia está presente.
Os resultados estão em uma base de dados que inclui todos os veículos e locais ao lado de dados demográficos, hábitos de consumo de produtos, serviços e marcas mais consumidas, traços de estilo de vida, interesses em relação à comunidade, formação familiar e características de trabalho. Essa base de dados fornece uma visão global do consumidor e possibilita análises estratégicas de mídia mais completas para agências e defesas da mídia mais fundamentadas para os veículos.

Os números que chamam mais atenção estão relacionados ao perfil por classificação econômica, critério Brasil, ABEP. Veículos/locais com maior concentração na classe AB apontam para números concentrados nos seguinte locais: aeroportos (79%), cafeterias (74%), bares e restaurantes (62%) e metrô (55%). Desses locais, aponta-se um canal de Mídia Digital Out of Home de maior flexibilidade para a veiculação de campanhas com diferentes objetivos: a TV Minuto do Metrô de São Paulo.

A TV Minuto é um canal que impacta mais de 3 milhões de pessoas, todos os dias, em todos os vagões do metrô da capital paulista. São 5.232 monitores instalados nos 109 trens das linhas espalhadas pela cidade. Pesquisas demonstram que 93% dos passageiros permanecem pelo menos 31 minutos dentro dos vagões. Mais de meia hora assistindo a uma programação variada que inclui notícias nacionais e internacionais, esporte, turismo, ecologia, cinema, horóscopo, indicadores econômicos, tempo e temperatura, trânsito, tecnologia e saúde. Nesse período também recebem mensagens publicitárias e promocionais de diversas marcas.

A Mídia Digital Out of Home do metrô proporciona a seus anunciantes a oportunidade de realizarem ações das mais variadas formas com diferentes objetivos. Assim, é possível utilizar recursos que permitem a construção do processo de convergência, por exemplo, incluindo interatividade, relacionamento com a marca e experimentação do produto anunciado. Um dos cases desse tipo de ação é o da maionese Hellmann’s que sugeria ao passageiro enviar um SMS para receber uma receita de lanche preparada com o produto.

A ativação no ponto de vendas é outro recurso. Essa ação refere-se à segmentação com conteúdo endereçável, que permite ao anunciante eleger as linhas, estações e arredores ativar seus pontos de vendas. A rede de lojas do Magazine Luiza utilizou o recurso para realizar uma ação que convidava o usuário do metrô a participar de uma promoção para ganhar uma TV LCD 42”. Para isso, o passageiro deveria ir até uma loja próxima da Estação Sé do Metrô, indicada no mapa dos arredores da estação.

Outro exemplo de segmentação diz respeito às ações de marketing direto. Isso mesmo. Mídia de massa com poder de segmentação. A TV Minuto consegue segmentar a base de usuários divididos por linha. Assim, o anunciante pode criar campanhas específicas para impactar somente aqueles consumidores de interesse, divididos por faixa etária, perfil de consumo e outras variáveis, direcionando a comunicação diretamente para o target. Todas essas opções são favoráveis ao panorama atual da comunicação brasileira.

Os avanços tecnológicos ocorridos nos últimos anos e o impacto que essas mudanças geram no comportamento dos consumidores instituíram novos meios de comunicação que já assumem contornos mais nítidos e adquirem aspectos mais concretos. O desafio da comunicação sempre será o de conquistar a efetiva atenção do consumidor, num cenário social cada dia mais congestionado pela multiplicidade de estímulos e informações. O surgimento da Mídia Digital Out of Home é a resposta que o mercado esperava, quando se considerava a relevância que mensagens publicitárias ou promocionais adquirem, quando transmitidas em sincronia com o ambiente em que a ação de mídia se realiza, conquistando a atenção dos consumidores.

Por Elisabeth Guimarães – Grupo Bríndice

Fontes: www.tvminuto.com.br/
Ipsos, Marplan